Nas últimas 24 horas, os sinais do lado do hardware ficaram mais fortes: gamers estão votando com a carteira, o calendário dos nós avançados está mais definido e o “ingresso” do silício de ponta segue ficando mais caro. Isso deve impactar PCs gamer, SoCs móveis e o planejamento de oferta para IA/HPC em 2026.

Comentário:
A AMD, com a linha Ryzen 9000 (especialmente 9800X3D/7800X3D), consolidou uma vantagem muito consistente em jogos. O 3D V-Cache melhora a estabilidade de frame-time, o que é percebido imediatamente. Já a Intel, com Arrow Lake, tem recebido críticas por regressão de desempenho, consumo elevado e problemas de compatibilidade/experiência, reduzindo a disposição de upgrade.
Além disso, pontos que historicamente pesavam contra a AMD—BIOS instável e compatibilidade de memória—perderam relevância: a plataforma AM5 amadureceu e o Windows 11 está mais bem ajustado para Ryzen. O “último obstáculo” de usabilidade vem sendo removido.
Ainda assim, o Steam Survey mede uma amostra de usuários ativos do Steam, não o mercado total de PCs nem a participação global de CPUs. É sensível à demografia gamer, distribuição regional e ao método de amostragem do mês, então oscilações podem parecer amplificadas. A Intel continua muito forte no mercado amplo e seu ecossistema de software segue relevante. Mas, no público gamer, o avanço da AMD nos últimos anos é evidente.
Comentário:
O N2P é a variante “performance-enhanced” do N2 (2nm). A expectativa é de 5–10% mais desempenho no mesmo consumo, ou 5–10% menos consumo no mesmo desempenho—focado em smartphones e HPC, estendendo o ciclo de vida prático do 2nm.
O A16 traz uma mudança de rota: estreia o Super Power Rail (SPR), uma abordagem de backside power delivery network (BSPDN) que leva a malha de energia para a parte traseira do chip, liberando espaço frontal para interconexões lógicas. Os ganhos direcionais divulgados: ~10% em densidade, 8–10% mais velocidade na mesma tensão, ou 15–20% menos energia.
Mesmo com o nó no prazo, a entrega real depende de yield, capacidade de empacotamento avançado e da disposição dos grandes clientes de assumir custo/risco no início do ramp. Em 2026, a disputa tende a ser tão operacional quanto tecnológica.
Comentário:
A Apple costuma trocar “acesso antecipado à capacidade mais avançada” por liderança de desempenho. A sinalização de que ela pode travar mais de 50% da capacidade inicial de 2nm da TSMC reforça isso—com o preço correspondente. Em ramp inicial, descontos são raros porque o investimento de P&D é alto, e o custo pode ser repassado quase integralmente ao cliente early adopter.
Por isso, especulações de aumento no preço inicial do iPhone 18 Pro não surpreendem. O efeito colateral pode ser ainda mais duro no ecossistema Android: sem o mesmo poder de precificação e margem, seguir o mesmo nó pode forçar o dilema “subir preço e perder volume” versus “manter preço e perder lucro”.
Com o silício mais avançado, a Apple segue sendo a Apple: cara, mas capaz de transformar custo em diferencial vendável.
Rumores de aceleração do H200 e sinais de controle de cadeia de suprimentos
NVIDIA é mesmo “15× melhor por dólar” que a AMD? Narrativas de TCO, preços de GPU e disputa
Encerramento:
O movimento no Steam, o cronograma do 2nm e o salto de custos da Apple apontam para a mesma conclusão: em 2026, manufatura avançada vira uma corrida por recursos. Quem controlar capacidade, packaging e execução de entrega terá vantagem estrutural.