5 de fevereiro de 2026 · Briefing de IA em 24 horas: Alphabet acelera a “guerra de infraestrutura” com CAPEX de US$ 175–185 bi, e a TSMC leva 3nm ao Japão

A corrida de IA já não é só sobre “modelos”. Agora é sobre “energia + data centers + oferta de computação”. O CAPEX agressivo da Alphabet e a decisão da TSMC de escalar 3nm em Kumamoto mostram que a próxima vantagem de plataforma será definida por infraestrutura.


1) Alphabet no 4º tri: CAPEX de US$ 175–185 bi, Gemini com 750 mi de MAU

Comentário:
A orientação de CAPEX para 2026 (US$ 175–185 bilhões) é praticamente um recado público: a competição em IA entrou na fase em que “energia + data centers + capacidade de computação” definem o teto. Quem tiver coragem de investir, conseguir construir e transformar computação em receita, captura a próxima onda de vantagens de plataforma.
O Google Cloud, com receita de US$ 17,66 bilhões, foi o maior destaque. A busca, impulsionada por AI Overviews, cresceu 17%, sugerindo que a IA generativa pode, de fato, aumentar cliques e tempo de permanência — e, portanto, eficiência publicitária.
Já a publicidade do YouTube cresceu apenas 9%, abaixo do crescimento de 14% do conjunto de anúncios, sinalizando que a pressão do vídeo curto (TikTok, Reels) continua corroendo parte do ecossistema.
Os 750 milhões de MAU do Gemini indicam que a distribuição está vencida — mas ainda falta provar o “fechamento do ciclo comercial”: retenção, uso profundo e conversão em receita recorrente. O que a Alphabet está dizendo com US$ 185 bilhões é simples: o fim do jogo em IA tende a favorecer quem queima capital até o limite para dominar infraestrutura.
A pergunta é: quem mais tem apetite (e fôlego) para investir nesse nível?


2) TSMC: produção em massa de 3nm em Kumamoto (Japão), investimento de ~US$ 17 bi

Comentário:
A capacidade de manufatura lógica mais avançada do Japão historicamente ficou em torno de 45–65nm, e mesmo nós maduros acima de 28nm dependem fortemente de TSMC e Samsung. Se a segunda fábrica de Kumamoto realmente evoluir do plano de 6–12nm para 3nm, o Japão passa a ser uma das poucas regiões do mundo com capacidade de produção em volume em 3nm.
Para empresas locais como Sony, Toyota e SoftBank, isso significa se aproximar, pela primeira vez, de um acesso “doméstico” a serviços de foundry para chips de IA de ponta — reduzindo dependências externas e aumentando resiliência de supply chain.
Mas o impacto real depende do básico: yield e ritmo de ramp de 3nm. E há um custo: mão de obra, energia e terra no Japão são bem mais caros que em Taiwan; não por acaso, uma parcela relevante do investimento de US$ 17 bi vai para infraestrutura.


No fim, o sinal é claro: além da “guerra dos modelos”, a “guerra da infraestrutura” é o fator decisivo do próximo ciclo. Alphabet e TSMC estão apostando pesado nisso — e quem ficar para trás pode perder a janela.

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Autor: KairoHora de Criação: 2026-02-05 06:47:51
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