Nas últimas 24 horas, três movimentos ficaram mais fortes: laboratórios de ponta tentam garantir posição de longo prazo com “capital + supply chain”; o ciclo 1.6T coloca óptica/fotônica no mesmo patamar estratégico do GPU; e a indústria criativa tenta usar IA como ganho de produtividade sem degradar o ecossistema.

1. Anthropic levanta uma nova rodada mirando US$ 20 bi+; Coatue, GIC e Iconiq com US$ 1 bi+ cada; além de até US$ 15 bi combinados de NVIDIA e Microsoft
Comentário:
A Anthropic teria começado mirando US$ 10 bi, mas a demanda dos investidores pode empurrar a rodada para US$ 25 bi+, potencialmente a maior captação única da história da IA. NVIDIA e Microsoft aparecem como o núcleo estratégico.
Dados de terceiros sugerem ~42% de participação da Anthropic no mercado de coding para devs, versus ~21% da OpenAI. Claude—especialmente Sonnet 4.5 e Opus 4.5—ganhou tração por confiabilidade e eficiência em fluxos de alto valor (finanças, jurídico, programação), algo que pesa muito no enterprise.
Se o tamanho e o lineup estiverem corretos, é uma tentativa de garantir uma cadeira no “primeiro pelotão” via “capital + supply chain”. A pergunta: esse dinheiro vira compute entregável, custo de inferência controlável e crescimento recorrente no enterprise?
2. Tower Semiconductor e NVIDIA: parceria para usar silicon photonics de alto desempenho e suportar módulos ópticos 1.6T em data centers
Comentário:
O foco é a plataforma SiPho da Tower entregando interconexão óptica de alta velocidade, baixo consumo e viável em produção para o stack de rede da NVIDIA.
Em treino/inferência hyperscale, a rede está virando o teto de utilização. E a NVIDIA já vende “fábricas de IA” (GPU + rede + switching + software). No mundo 1.6T, oferta e performance de óptica passam a limitar escala do cluster, throughput e tail latency.
A força motriz é técnica: não basta ter GPU forte; é preciso empurrar junto as paredes de banda e de energia. Tower + NVIDIA é um movimento para se posicionar cedo na cadeia de suprimentos da próxima geração de interconexão óptica. Quem será a próxima “Tower”?
3. Sony planeja usar IA amplamente no desenvolvimento de jogos e diz que IA é ferramenta de eficiência, não ameaça aos criadores
Comentário:
A mensagem é: IA entra no pipeline, mas a direção criativa continua humana. Resta saber se mercado e criadores aceitam essa narrativa.
A Sony já aplica IA em várias etapas: análise de comportamento para orientar design, testes automatizados para acelerar bugs, genAI para rascunhos de arte/texto e experiências guiadas por LLM.
O ganho de produtividade é real, mas a inundação de conteúdo gerado por IA pode aumentar o “lixo” no mercado e pressionar indies. O teste central: a Sony consegue transformar IA em um pipeline controlável, com preservação de qualidade?
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